Novo cônsul geral quer fortalecer conexão entre Brasil e Japão

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Depois de se despedir de Yasushi Noguchi, a comunidade nipo-brasileira recebe agora o novo cônsul geral do Japão em São Paulo, Ryosuke Kuwana, que desembarcou no país na sexta-feira passada, vindo do México, onde estava desde 2018 como ministro na Embaixada do Japão naquele país.

O diplomata Ryosuke Kuwana, que assume o posto de cônsul-geral no Consulado Geral do Japão em São Paulo, tem 58 anos de idade e nasceu na província japonesa de Kanagawa.
Formou-se na Universidade de Sophia, em Tóquio, em Estudos Hispânicos. Em 1987, fez treinamento linguístico na Espanha, um ano depois de ingressar no Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão (em abril de 1986).


No início de sua carreira diplomática atuou junto à Embaixada do Japão na Bolívia (em 1989, como terceiro-secretário), Embaixada do Japão nos Estados Unidos (em 1998, segundo-secretário), Embaixada do Japão no Chile (em 2001 como segundo-secretário e em 2002, primeiro-secretário). Retornou ao setor das embaixadas em 2018 como ministro na Embaixada do Japão no México, antes de assumir como cônsul-geral no Consulado Geral do Japão em São Paulo.

Solidariedade – Em sua mensagem, o novo cônsul se solidarizou com as mais de 100 mil famílias das vítimas do novo coronavírus e também se manifestou pelo pronto restabelecimento daqueles que se encontram em tratamento.


Ryosuke Kuwana lembrou que o primeiro contato que teve com o Brasil ocorreu há cerca de 30 anos, quando veio a São Paulo, mais precisamente ao bairro da Liberdade, “comprar produtos japoneses na época em que servia na Bolívia como um diplomata iniciante”.

“Recordo-me que me impressionei naquela ocasião com a grandeza, a riqueza, a diversidade, a energia das pessoas aqui do Brasil e, principalmente, com o vigor dos nipo-brasileiros já totalmente enraizados dentro da sociedade brasileira”, disse, acrescentando que, de lá para cá, o mundo sofreu grandes transformações, e “o aumento da presença de países emergentes como o Brasil é um fator de grande destaque”.

Missão – “São Paulo continua sendo o maior centro de negócios e de difusão cultural da América Latina com a presença da maior comunidade nikkei no mundo e, justamente por este motivo, é uma metrópole de grande importância para o Japão. Portanto, sinto uma   grande honra pela designação de trabalhar aqui e, ao mesmo tempo, uma grande responsabilidade com esse desafio”, explicou, destacando que sua missão à frente do Consulado-Geral do Japão em São Paulo será:

1) Assegurar a saúde e a segurança dos cidadãos japoneses,

2) Promover o desenvolvimento das empresas japonesas no Brasil e as relações econômicas bilaterais,

3) Divulgar a cultura japonesa e, através dela, promover a compreensão mútua entre os dois países.


A exemplo de seus antecessores – Yasushi Noguchi, por exemplo, visitou 82 localidades brasileiras que fazem parte da jurisdição do Consulado, que, além de São Paulo incluiu os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da região do Triângulo Mineiro – Ryosuke Kuwana também quer aprender sobre cada região do país.

Novo normal – “Entretanto, como encontros presenciais não serão possíveis por algum tempo, desejo conhecer as pessoas por videoconferências e, aos poucos, apresentar-me a cada um”, ressaltou, explicando que estamos vivendo o “início de uma nova era sem precedentes, na qual se incluem o novo coronavírus e o aquecimento global, e que sensos comuns de até agora já não funcionem tão bem assim”.


“Atualmente, comenta-se sobre a necessidade de adequação à realidade desse “novo normal” e de repensar em novas maneiras de viver, desde formas de cumprimento à realização de negócios. Mesmo assim, acredito ainda na existência de uma essência que não pode ser perdida; e que, dentro dela, o mais importante é o laço que conecta as pessoas.

Creio que o grande desafio é o fortalecimento ainda maior da conexão entre os japoneses e os brasileiros, relação esta construída por antecessores, e das relações bilaterais entre os países”, disse, explicando que o “Consulado Geral do Japão em São Paulo pretende enfrentar esse desafio juntamente com todos, adaptando-se ao novo normal”.

Sem cerimônia – E finalizou sua mensagem com as palavras que todos gostariam de ouvir, mesmo que no início os protocolos digam o contrário. “Sintam-se à vontade para conversar comigo sem cerimônias sempre que tiverem alguma questão para discutir ou alguma percepção para compartilhar”, concluiu.

Por Aldo Shiguti / Jornal Nippak

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